Uma delegação de 21 estudantes brasileiros conquistou oito prêmios na Regeneron ISEF (International Science and Engineering Fair) 2026, realizada entre 9 e 15 de maio em Phoenix, no Arizona (EUA). Os jovens foram selecionados pela Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), com apoio da Escola Politécnica da USP (Poli-USP).
Os prêmios se dividem em seis Grand Awards, concedidos às melhores pesquisas em 22 categorias científicas, e duas premiações especiais oferecidas por universidades e organizações internacionais. Ao todo, os finalistas de todos os países disputaram cerca de US$ 9 milhões em prêmios — o Brasil terminou como o 10º país mais premiado, somando ainda uma menção honrosa.
Brasil conquista oito prêmios na Regeneron ISEF 2026 com projetos selecionados pela Febrace entre 21 estudantes de diferentes regiões do país
Um dos oito prêmios veio de um projeto já conhecido do público cearense: o biocompósito de maracujá batizado Sustainpoly, que já havia rendido reconhecimento nacional aos estudantes de Cascavel (CE) e repetiu o desempenho na etapa internacional. Cada projeto premiado passou antes por etapas de seleção estaduais e pela própria Febrace, responsável por formar a delegação nacional que representa o Brasil na maior feira de ciências pré-universitária do mundo.
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Os vencedores brasileiros
Entre os vencedores está Ada Jamile Gomes de Oliveira, do Colégio Militar de Manaus (AM), premiada em Translational Medical Science por um estudo sobre ondas binaurais e modulação gênica no Alzheimer. Kenisson Morais Brito, da Escola Sesi Anísio Teixeira, na Bahia, levou prêmio em Plant Sciences com um fungicida natural para lavouras de café.
Do Ceará vieram dois projetos: o biocompósito de resíduos de maracujá, de estudantes da E.E.M.T.I. Marconi Coelho Reis, em Cascavel, que somou prêmio em Environmental Engineering e mais um Special Award da Sigma Xi Honor Society; e um mapeamento de feminicídios com IA, de Yanna Francisca Nogueira Queiroz, da escola de Iracema, premiado em Behavioral and Social Sciences.
Mais destaques da delegação
Beatriz Maria Ferreira dos Santos, do Paraná, foi reconhecida em Plant Sciences por pesquisa com extratos vegetais no cultivo de orquídeas. Já Leonardo Paschoal Bartoccini e Lara Megda Schusterschitz, do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, receberam dois prêmios pelo projeto Safeskies, sistema de detecção e rastreamento de balões com inteligência artificial.
Ciência jovem em alta no Brasil
Os resultados da Regeneron ISEF 2026 se somam a outros projetos escolares que ganharam destaque neste ano, como o de estudantes de 11 anos que criaram produtos de carnaúba em uma escola indígena de Caucaia (CE). O uso de inteligência artificial também tem ganhado espaço nas escolas brasileiras, com iniciativas como o curso gratuito de IA na Educação oferecido pelo Instituto Federal do Acre (IFAC).
Os dados sobre os prêmios da delegação brasileira na Regeneron ISEF 2026 foram divulgados pela Febrace, responsável por selecionar e preparar os estudantes representantes do Brasil na feira, com apoio da Escola Politécnica da USP.



