
O Ministério da Educação (MEC) pediu, em 11 de outubro de 2026, a atuação urgente da Polícia Federal e da Advocacia-Geral da União (AGU) diante de ameaças a universidades federais. Segundo o ministério, ao menos 10 instituições registraram mensagens intimidatórias e ameaças de violência contra estudantes, docentes e o patrimônio público.
Ameaças a universidades federais: o que o MEC pediu
Por meio de ofícios, o MEC solicitou que a PF apure autoria, materialidade e circunstâncias dos fatos e que a AGU adote as medidas jurídicas cabíveis. O ministério classificou a atuação como urgente. De acordo com a nota oficial do MEC, atualizada em 11/10/2026, às 11h38, as mensagens incluem ameaças de violência, ameaças de destruição de bens públicos e o uso de símbolos nazistas. STF retoma julgamento sobre piso de professores na...
O texto também afirma que o período eleitoral aumenta a gravidade dos atos, que buscariam “intimidar o debate democrático” e comprometer o funcionamento das instituições. Trata-se da avaliação do ministério: a nota não aponta autores nem comprova ligação entre os casos.
O que se sabe até agora
- Quem acionou: o MEC, por meio de ofícios enviados à PF e à AGU;
- O que foi pedido à PF: apurar a autoria, a materialidade e as circunstâncias dos fatos;
- O que foi pedido à AGU: adotar as medidas jurídicas cabíveis;
- Escopo: ao menos 10 instituições federais com registros nos campi;
- Autoria: não identificada na nota oficial, que também não relaciona os casos entre si.
Universidades citadas pelo MEC
A nota registra casos nos campi das seguintes instituições:
- UFF (Universidade Federal Fluminense);
- UFPE (Universidade Federal de Pernambuco);
- UnB (Universidade de Brasília);
- UFAL (Universidade Federal de Alagoas);
- UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto);
- UFJ (Universidade Federal de Jataí);
- UFERSA (Universidade Federal Rural do Semi-Árido);
- UFPA (Universidade Federal do Pará);
- UFSM (Universidade Federal de Santa Maria);
- UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia).
Caso da UFF: material enviado à Polícia Federal
Na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, a instituição informou que recebeu denúncias de ameaças compartilhadas em aplicativos de mensagens e em redes sociais. Segundo o reitor em exercício, Fabio Passos, as ameaças começaram na quarta-feira (7/10). Entre os conteúdos citados estão mensagens que falavam em incendiar a universidade e em agredir estudantes em atos políticos.
A UFF afirmou ter encaminhado todo o material à Polícia Federal e a outros órgãos competentes, segundo a Folha de Pernambuco. A universidade também acionou a Secretaria de Gestão Integrada de Niterói para reforçar a segurança nos campi e a Superintendência de Operações e Manutenção (Soma), que intensificou medidas internas. Capes alerta sobre acesso indevido; veja como se p...
Caso da UFPE: incêndio é investigado à parte
Em Pernambuco, a PF também investiga um incêndio na UFPE, que o reitor Alfredo Gomes estima em R$ 100 milhões de prejuízo. O MEC visitou o campus Recife em 8 de outubro. Esse caso tem investigação própria e não se confunde com a apuração das ameaças, que é o objeto da nota de 11 de outubro.
10+
instituições com relatos
2
órgãos acionados: PF e AGU
11/10
ofícios do MEC
O que isso significa para professores e estudantes
Até agora, a nota do MEC não traz orientações específicas a docentes, estudantes ou reitorias. O que está confirmado é o pedido de investigação e de medidas jurídicas. Ameaças desse tipo são crime e, em caso de risco imediato, devem ser comunicadas à direção da instituição e às autoridades policiais, pelo 190.
Quem recebe mensagens suspeitas pode, enquanto aguarda orientação da instituição:
- guardar prints, links, datas e horários das mensagens;
- evitar repassar o conteúdo em grupos de conversa;
- comunicar a coordenação, a direção ou a segurança do campus.
Também é preciso separar os fatos. A nota de 11 de outubro trata das ameaças, e o ministério não afirma que os episódios estejam relacionados entre si, nem ao incêndio da UFPE.
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O que acompanhar
Os próximos passos dependem da Polícia Federal e da AGU, que ainda não detalharam as providências. Estes são os pontos a observar:
- Investigação da PF: eventual identificação de autoria e divulgação de resultados;
- Medidas da AGU: ações jurídicas que venham a ser adotadas;
- Comunicados das universidades: mudanças em aulas, atividades e na segurança dos campi;
- Novas notas do MEC: orientações específicas para a comunidade acadêmica, se forem publicadas.
O PEBSP atualiza esta matéria quando houver novas informações oficiais.
Fonte principal: Ministério da Educação.
Entenda como isso afeta você.
Leia a nota oficial do MEC e acompanhe os comunicados da sua universidade.
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