Projeto que garante alimentação para professores e demais profissionais da educação nas escolas públicas avança na Câmara e pode se tornar lei em breve. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e seguirá para análise no Senado, salvo se houver recurso para votação no Plenário da Casa.
Projeto aprovado na Câmara garante alimentação para professores nas escolas públicas; saiba quando poderá virar lei e como afeta a merenda escolar.
Comissão aprova projeto que garante aos profissionais da educação a alimentação oferecida aos alunos; medida integra merenda escolar a condições de trabalho docente e fortalece a alimentação pública nas escolas.
Projeto assegura refeições para profissionais da educação
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6268/19, que garante alimentação oferecida aos alunos também aos professores e demais profissionais da educação nas escolas públicas durante o período letivo. A proposta foi analisada em caráter conclusivo e, se não houver recurso para votação em Plenário, deve seguir direto para o Senado.
O texto define que as refeições serão consumidas no mesmo local e junto aos alunos, sem distinção de cardápio, e tem como objetivo fortalecer a integração da comunidade escolar e criar um novo espaço de prática educativa no ambiente de alimentação. A versão aprovada, fruto de ajustes da Comissão de Educação, também ampliou o alcance do projeto para incluir escolas do Distrito Federal.
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Prioridade dos alunos e novas regras para a merenda
A proposta deixa claro que a prioridade continua sendo a alimentação dos estudantes, ou seja, o consumo das refeições pelos profissionais da educação não pode comprometer o atendimento aos alunos. A regra busca equilibrar a ampliação de direitos com o bom funcionamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
A medida também é vista como um reconhecimento da importância das condições de trabalho para a qualidade da educação, já que a segurança alimentar docente contribui para maior permanência e engajamento dos profissionais na sala de aula. Caso o texto seja aprovado no Senado, a previsão é que o benefício passe a valer nas escolas públicas federais, além daqueles sistemas estaduais que já discutem ou adotam políticas semelhantes.
Contexto mais amplo: alimentação escolar e valorização da categoria
Diversos projetos em tramitação na Câmara e em assembleias estaduais buscam ampliar o acesso à merenda escolar para professores, diretores, coordenadores e servidores técnico‑administrativos, reforçando a ideia de que a alimentação adequada é parte da política pública de educação.
A aprovação do PL 6268/19 na CCJ reforça esse movimento nacional e coloca o tema da alimentação escolar no centro do debate sobre valorização dos profissionais da educação, especialmente em contextos de baixa remuneração e jornadas extensas. Se virar lei, a iniciativa poderá ser usada como referência para políticas similares em estados e municípios.



