Fundeb terá o maior volume de recursos da história em 2026, com estimativa de R$ 370,3 bilhões para financiar a educação básica pública em todo o país, segundo Portaria Interministerial nº 14/2025. O montante representa aumento de 8,54% em relação a 2025 e reforça a valorização dos profissionais da educação e a melhoria da infraestrutura das escolas.
Fundeb 2026 deve ultrapassar R$ 370 bilhões
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deverá movimentar R$ 370,3 bilhões em 2026, de acordo com estimativas oficiais publicadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Fazenda. O valor consolida o maior orçamento da história do fundo e sinaliza um ciclo de reforço no financiamento da educação básica pública em todas as redes estaduais e municipais.
Quanto o Fundeb vai movimentar
O texto da Portaria Interministerial nº 14/2025 estima que o Fundeb somará R$ 370,3 bilhões em 2026, ante R$ 341,1 bilhões movimentados em 2025. O crescimento de 8,54% garante mais recursos para financiar matrículas desde a educação infantil até o ensino médio nas redes públicas de todo o país.
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Receita total estimada em 2026: R$ 370,3 bilhões.
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Receita de 2025: R$ 341,1 bilhões.
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Acréscimo no financiamento: R$ 29,2 bilhões, equivalente a 8,54%.
Origem dos recursos e papel da União
A maior parte da receita prevista virá das contribuições dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, complementadas por um volume crescente de recursos da União. A projeção é de que R$ 301,1 bilhões sejam oriundos das contribuições dos entes subnacionais e R$ 69,2 bilhões correspondam à complementação federal, que chega ao patamar de 23% previsto no Novo Fundeb.
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Contribuições de estados, DF e municípios: R$ 301,1 bilhões.
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Complementação da União: R$ 69,2 bilhões, aumento de 23,3% em relação a 2025.
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Percentual de complementação federal atinge 23%, distribuído entre VAAF, VAAT e VAAR.
Como os recursos serão distribuídos
Do total do Fundeb, pelo menos 70% devem ser destinados ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício, reforçando a política de valorização da carreira docente e demais trabalhadores da educação. Os 30% restantes permanecem vinculados às ações de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), como obras, reformas, aquisição de equipamentos e materiais pedagógicos.
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70% para remuneração de profissionais da educação básica.
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30% para MDE: infraestrutura, materiais e melhoria das condições de ensino.
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Complementações da União serão repassadas em 13 parcelas mensais entre janeiro de 2026 e janeiro de 2027, com atualizações quadrimestrais das estimativas.
Impactos para redes, escolas e profissionais
A ampliação dos recursos do Fundeb é apontada pelo MEC e pelo FNDE como essencial para reduzir desigualdades entre redes, garantir condições mínimas de oferta e apoiar políticas de equidade. O incremento financeiro chega em um contexto de debates sobre o piso do magistério e de necessidade de fortalecimento das políticas de aprendizagem e integralidade da jornada escolar.
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O ministro da Educação, Camilo Santana, destaca que o aumento “impacta diretamente o futuro de crianças, jovens, professores e professoras”, com possibilidade de melhoria da qualidade da educação.
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A presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, reforça que o Fundeb é um pilar para a equidade, permitindo investir em infraestrutura, materiais pedagógicos e valorização docente.



