
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou a cartilha oficial da redação do Enem 2026. O documento confirma que a prova de 8 de novembro manterá o texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas, avaliado em cinco competências, e reúne exemplos comentados de redações que obtiveram altas notas em 2025.
Para estudantes e professores, a publicação ajuda a separar o que já vale para a edição deste ano de debates sobre mudanças futuras no exame. O material também reforça um ponto importante para a preparação: referências decoradas e genéricas, usadas sem conexão efetiva com o tema e a argumentação, não substituem uma leitura consistente da proposta de redação.
Cartilha mantém formato atual da redação do Enem 2026
A orientação oficial é clara: o participante deverá produzir um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa, a partir de uma frase temática, textos motivadores e conhecimentos construídos durante a formação escolar. O texto precisa defender um ponto de vista com argumentos organizados, coerência e coesão.
Também permanece obrigatória a elaboração de uma proposta de intervenção social para o problema discutido, respeitando os direitos humanos. A proposta não deve ser apenas uma frase de encerramento ou a repetição do diagnóstico apresentado no desenvolvimento. Ela precisa indicar uma ação para enfrentar o problema, de forma compatível com a discussão construída no texto.
| Elemento | Regra para o Enem 2026 |
|---|---|
| Gênero textual | Texto dissertativo-argumentativo |
| Extensão | Até 30 linhas |
| Avaliação | Cinco competências, de 0 a 200 pontos cada |
| Nota máxima | 1.000 pontos |
| Data da redação | 08/11/2026, no primeiro dia de provas |
Como funcionam as cinco competências da redação
A correção é feita por dois avaliadores, que atribuem de 0 a 200 pontos em cada competência. A nota final é calculada pela média aritmética das notas totais dadas pelos dois corretores. Conhecer a matriz não significa escrever de forma mecânica: ajuda, porém, a identificar o que o texto precisa demonstrar em cada etapa da produção.
- Domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
- Compreensão da proposta e desenvolvimento do tema com conceitos de diferentes áreas do conhecimento.
- Seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos para defender um ponto de vista.
- Uso de mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
- Elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, com respeito aos direitos humanos.
Na prática, a competência de intervenção não premia fórmulas prontas. Ela exige que a solução apresentada dialogue com o problema e com os argumentos do próprio texto. Uma proposta que apenas afirma ser necessário “conscientizar a sociedade”, sem indicar responsáveis, meios ou relação com a discussão, tende a ser pouco desenvolvida.
Repertório de bolso não garante argumento consistente
A divulgação da cartilha ocorre em meio ao debate sobre o uso de referências genéricas em redações. O Inep afirmou, em posicionamento relatado pela imprensa, que referências memorizadas e aplicáveis a qualquer tema podem ser penalizadas quando não mantêm relação consistente com a proposta ou com o raciocínio apresentado pelo participante.
Isso não significa que o estudante não possa mobilizar conhecimentos de literatura, história, cinema, sociologia ou atualidades. O critério é a pertinência: o repertório precisa ajudar a explicar o recorte temático e sustentar a tese, e não funcionar como uma citação solta. Para docentes, a cartilha oferece exemplos úteis para discutir com a turma a diferença entre decorar uma estrutura e construir uma argumentação própria.
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Cartilha mostra situações que podem levar à nota zero
O participante deve ficar atento a situações que anulam a redação ou levam à nota zero. Entre elas estão fugir ao tema, escrever até sete linhas, inserir trecho deliberadamente desconectado da proposta, não obedecer à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeitar a seriedade do exame.
Esses critérios mostram por que o treinamento não pode se limitar ao modelo de introdução ou à memorização de conectivos. Ler com atenção a proposta, planejar a tese e verificar se todos os parágrafos respondem ao recorte pedido continuam sendo medidas concretas para evitar desvios na prova.
30
linhas no máximo
5
competências avaliadas
08/11
data da redação
Como usar o material na preparação até novembro
A cartilha reúne redações de alta pontuação do Enem 2025 com comentários pedagógicos. Em vez de usá-las como moldes para copiar, estudantes podem observar como cada texto delimita o problema, desenvolve os argumentos e apresenta uma intervenção conectada ao percurso argumentativo. Já os professores podem transformar os exemplos em atividades de leitura e revisão coletiva.
A redação do Enem 2026 será aplicada em 8 de novembro
Acesse a cartilha oficial do participante para consultar o material completo e as versões acessíveis.
Atenção: a proposta de mudança discutida para 2028 não altera as regras da redação do Enem 2026.
Até a prova, a orientação mais segura é praticar com temas diversos, revisar cada texto à luz das cinco competências e trabalhar referências que tenham função real na argumentação. A cartilha confirma que a redação de 2026 segue o formato conhecido; por isso, qualquer preparação deve partir dessas regras oficiais, e não de especulações sobre edições futuras.


