Evolução da Remuneração dos Professores do Estado de São Paulo x Salário Mínimo

Realizamos um estudo para identificarmos o comportamento da evolução do salário dos Professores de Educação Básica I e II pertencentes ao quadro da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo frente à evolução do salário mínimo brasileiro.

Percebe-se uma grave perda no poder de compra dos docentes que não recebiam reajuste desde 2014. No ano de 2018 a carreira do magistério recebeu um reajuste de 7%, o que cobriu cerca 1/4 das perdas salariais causadas pela inflação do período 2014 – 2017.

Observem na tabela:

Em relação ao avanço do salário mínimo x salário docente, percebe-se que no ano de 2014 a remuneração de um professor com jornada reduzida era semelhante ao salário mínimo. No decorrer dos quatro anos seguintes, o valor do salário mínimo começou a ficar mais distante do salário de um professor na jornada reduzida, ou seja, quando ingressou em 2014. um professore recebia quase um salário mínimo. Hoje ao ingressar, ele recebe cerca de 20% a menos que um salário mínimo, observe a tabela:

Agora, acompanhe o gráfico de evolução salário PEB I e PEB II para jornada reduzida:

Identifica-se no quadro que o avanço do salário mínimo ocorreu durante dos quatro últimos anos, o que não ocorreu com o salário dos docentes no estado de São Paulo.

Compare com os vencimentos da jornada Inicial:

 

Outro fator preponderante e preocupante é que o aumento de 7% se deu devido  ao fato de que em 2018, pela primeira vez, o piso salarial nacional ultrapassou os vencimentos do professor do Estado de São Paulo, obrigando o estado a cumpri-lo. Em 2014, o piso nacional era de  R$ 1697,00 enquanto o salário do professor de SP era de 2415,89. Observe o gráfico que retrata o aumento do piso salarial nacional de professores x vencimentos de um professor na jornada integral (40 hrs):

 

 

É possível verificar que mesmo diante do reajuste de 7% da categoria conquistados em 2018, os professores do Estado de São Paulo ainda continuam com salário defasados em relação a 2014 tanto em relação ao Salário Mínimo quanto o Piso Nacional de Professores. Espera-se que com o novo governo, seja possível o estabelecimento de uma agenda que garanta a reposição das perdas salariais e a busca por uma educação de qualidade,